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Áreas Protegidas

Parque Estadual Turístico do Alto Ribeira - Núcleo Caboclos

PE Turístico do Alto Ribeira – Núcleo Caboclos

Órgão Gestor


FF

Categoria da Área Protegida


PE

PE - Parque Estadual

ÁREA: 35752.5 hectares

BACIA HIDROGRÁFICA: RB - Ribeira do Iguape e Litoral Sul (SP18)

O Parque Estadual Turístico do Alto Ribeira localiza-se no Sul do Estado de São Paulo e com seus mais 35.000 ha abrange parte dos municípios de Iporanga e Apiaí, limitando-se com os municípios de Guapiara (norte e noroeste) e Itaóca (sudoeste) e apresenta continuidade territorial com o Parque Estadual Intervales. Além da exuberante Mata Atlântica, o PETAR se destaca por abranger a maioria das mais de 400 cavidades naturais subterrâneas da província espeleológica do Vale do Ribeira, com dimensões, formas e ambientes singulares, que atraem grande número de visitantes e estudiosos. Com relevo montanhoso e amplitudes topográficas de até mais de 900 m a área constitui a Serrania do Ribeira (IPT, 1981), representando a zona de transição entre o Planalto Atlântico, a noroeste do Parque e a Baixada Costeira, a leste-sudeste (Karmann e Ferrari, 2002). A área do Parque, localizada na margem esquerda do médio a alto curso do rio Ribeira, é drenada pelas bacias dos rios Betari, Iporanga e Pilões, os quais têm suas nascentes na borda do Planalto Atlântico (localmente denominado de Planalto de Guapiara). As bases para a criação do PETAR foram lançadas no início do século XX, ocasião em que foram iniciados os levantamentos e pesquisas sobre o riquíssimo patrimônio espeleológico existente na região do Vale do Ribeira. A exploração sistemática e o mapeamento das cavernas, desse modo, foram iniciados por grupos espeleológicos ligados à Sociedade Brasileira de Espeleologia (SBE) e técnicos do Instituto Geográfico e Geológico (atual Instituto Geológico da SMA). Em 1958 concretizou-se com o Decreto Estadual n°32.283, criando a entidade jurídica do Parque Estadual do Alto Ribeira (PEAR), de 35.712 ha. Porém, houve uma alteração do nome da UC para Parque Estadual Turístico do Alto Ribeira – PETAR por meio da edição da Lei Estadual nº 5.973, em 1960. A partir dessa lei o território do Parque foi declarado como terras de conservação perene e inalienáveis, abrangendo porções territoriais dos municípios de Apiaí e Iporanga. Relata-se que posteriormente ocorrem os primeiros trabalhos de manejo ambiental e turístico das cavernas do Parque e nesse ínterim a comissão da IUCN sugere a declaração da área como reserva mundial. Desde o início de 2007, a gestão do PETAR está sob a responsabilidade da Fundação Florestal, objetivando a conservação da biodiversidade, a visitação pública e a pesquisa científica. Tais objetivos consolidaram-se através de ações para a implantação efetiva do parque, pelo Instituto Florestal em 1986, com a criação de um Grupo de Técnicos do então CONSEMA, que realizam os levantamentos fundiários sistemáticos das terras que compõem a UC. A partir daí são implantados os Núcleos Administrativos e as bases de fiscalização. Primeiramente foram implantados os Núcleos Caboclos, Santana e Ouro Grosso e posteriormente o Núcleo Casa de Pedra. Tais núcleos estão organizados em sete bases de uso múltiplo (proteção, visitação e pesquisa científica): Caboclos, Temimina, Casa de Pedra, Ouro Grosso, Santana, Bulha D’água e Capinzal. Em relação aos aspectos socioambientais, as regiões onde o PETAR está inserido (Vale do Ribeira e Alto Paranapanema) permanecem fora dos principais eixos de desenvolvimento econômico do Estado de São Paulo, apesar de ser uma das primeiras regiões a sofrer com o processo de ocupação do território paulista, apresentando até na atualidade os menores índices de crescimento populacional, as menores taxas de urbanização, baixa densidade demográfica, predominância de população rural sobre a urbana e os piores índices de desenvolvimento humano do Estado de São Paulo. Atualmente há o registro de cerca de setenta famílias moradoras no interior do PETAR, a maioria de caráter tradicional. Os bairros apresentam características diversificadas, contemplando comunidades de agricultores e extrativistas vegetais, além de remanescentes de quilombos. Desse modo, alguns bairros apresentam como viés econômico atividades de ecoturismo, como o bairro da Serra. Há destaque de projetos socioambientais e de educação ambiental de ONG’s em parceria com o Parque.

Bioma

Mata Atlântica

Trilhas

Trilha 1Trilha do Chapéu
Trilha 2Trilha Caverna Temimina

INFRAESTRUTURA

Área de camping

Área de camping

Estacionamento

Estacionamento

ATRATIVOS

Rio

Rio

Mirante

Mirante

Cachoeira

Cachoeira

Roteiro Cultural

Roteiro Cultural

Gruta

Gruta

Caverna

Caverna

ATIVIDADES

Permitido nadar

Permitido nadar

Permitido Bicicleta

Permitido Bicicleta

Montanhismo

Montanhismo

Escalada

Escalada

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