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PE Serra do Mar - Núcleo Santa Virgínia

PE Serra do Mar - Núcleo Santa Virgínia

Órgão Gestor


FF

Categoria da Área Protegida


PE

Parque Estadual

ÁREA: 17.500,0000 hectares

BACIA HIDROGRÁFICA: 02 - PARAÍBA DO SUL

Inaugurado em 02 de maio de 1989, o Núcleo Santa Virgínia foi criado em razão das desapropriações das antigas fazendas Ponte Alta e Santa Virginia, as quais deram origem ao nome da unidade. Por conta do relevo acidentado e escarpado, favorece a formação de riquíssima paisagem de montanha entre vales e morros, os quais abrigam mirantes, cachoeiras e corredeiras, transformando a área em um dos principais pontos turísticos de São Luiz do Paraitinga e Natividade da Serra. Rico em recursos hídricos, suas nascentes, córregos e rios drenam para a bacia hidrográfica do rio Paraíba do Sul. Um dos principais rios formadores desta bacia é o rio Paraibuna, considerado como rio de cabeceira, favorece a prática de esportes de aventura como o rafting e canoagem. Outros atrativos importantes são as trilhas interpretativas, abertas ao público que levam ao interior da unidade, onde é possível conhecer um pouco da historia natural, deixada pelos exploradores e colonizadores que habitaram estas florestas e região. A unidade atende prioritariamente escolas e universidades, disponibilizando monitores capacitados, sendo este o seu maior público frequentador do seu programa de Uso Público. Com vegetação exuberante, esta é caracterizada pela Floresta Ombrófila Densa Montana e Automontana com trechos de Floresta de Neblina. As Florestas de Neblina são formações pouco conhecidas e de pequena extensão em todo o Parque da Serra do Mar, sendo formada pela alta umidade e altitude, abrigando grande densidade de bromélias, orquídeas e anfíbios, além da presença constante de neblina. A espécie vegetal símbolo do núcleo é a palmeira Juçara que oferece alimento a várias espécies da fauna, estando listada neste momento como vulnerável a extinção. Segundo alguns pesquisadores, uma floresta sem esta palmeira é considera como morta em virtude da mesma não comportar varias espécies da fauna que possam manter sua perpetuidade. A floresta existente é ainda muito rica em espécies importantes ou conhecidas como madeiras de Lei, entre elas foram encontradas o cedro, a canela preta, a canela sassafrás, o guatambu, a canjerana, o jequitibá, o jatobá, o cambuci e o indaiá, entre tantas outras que fazem parte desta formação florestal. Em relação à fauna, é possível encontrar toda cadeia ecológica de espécies da Mata Atlântica, sendo algumas ameaçadas de extinção, como é o caso do sagui da serra escuro, o muriqui, a onça parda, o gato-do-mato, a anta, o macuco, a maria leque, a araponga, a saudade e o sapinho pingo de ouro. Destaca-se uma espécie extremamente importante e endêmica a pirapitinga, peixe onívoro, dispersor de sementes florestais, responsável por ajudar a restaurar e enriquecer as margens dos rios quando ocorrem cheias no período das chuvas. Apontada como bioindicadora, esta espécie somente ocorre onde a qualidade da água e a formação florestal estão em ótimo estado de conservação, pois o ambiente sadio é base sustentável da sua existência. Atualmente só é encontrada na bacia do rio Paraibuna e alguns tributários do rio Paraíba do Sul no vale do Paraíba. Na questão fundiária, 70% dos seus 17.500 hectares encontram-se regularizados e 30% estão em processo de regularização junto a Procuradoria do Estado. O plano de manejo definiu em seu zoneamento, uma zona no entorno da unidade, denominada zona de amortecimento e que possui uma área de aproximadamente 43.000 hectares, distribuída nos municípios de São Luiz do Paraitinga e Natividade da Serra. Desde 2018 a Secretaria de Infraestrutura e Meio Ambiente por intermédio da Fundação Florestal, desenvolve nesta zona, o projeto “Conexão Mata Atlântica/GEF”, o qual vem trabalhando com produtores e beneficiários do projeto, aplicando importantes ferramentas integradas de apoio ao pequeno produtor rural. Das principais ferramentas, estão a assistência técnica, o pagamento pelos serviços ambientais – PSA, certificação da propriedade ou produção orgânica, incentivo a transição ecológica e apoio as cadeias de valor sustentável identificadas na região, como: cadeia da meliponicultura, cadeia do leite, cadeia das frutas nativas, plantas ornamentais nativas e agricultura agroecológica. O projeto tem como objetivo aumentar a proteção da biodiversidade e da água e combater as mudanças climáticas.

Bioma

Mata Atlântica

Trilhas

INFRAESTRUTURA

Centro de Visitantes

Centro de Visitantes

Estacionamento

Estacionamento

Sanitário Feminino

Sanitário Feminino

Sanitário Masculino

Sanitário Masculino

Hospedagem

Hospedagem

Voltagem 110

Voltagem 110

Voltagem 220

Voltagem 220

Portaria / Base Fiscalização

Portaria / Base Fiscalização

Ponte

Ponte

Estrada

Estrada

ATRATIVOS

Rio (para contemplação)

Rio (para contemplação)

Mirante / Permitido Fotografar

Mirante / Permitido Fotografar

Cachoeira

Cachoeira

Monumento Geológico

Monumento Geológico

Fauna

Fauna

Peixes

Peixes

Bica

Bica

Vista Panorâmica

Vista Panorâmica

Árvores Centenárias

Árvores Centenárias

Trilha

Trilha

ATIVIDADES

Permitido Nadar

Permitido Nadar

Rafting

Rafting

Observação de Fauna

Observação de Fauna

Observação de Flora

Observação de Flora

Montanhismo

Montanhismo

Observação de Aves

Observação de Aves

Permitido Bicicleta

Permitido Bicicleta

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